Publicado em 15 de maio de 2019

Diretora conhece sistema educacional da Estônia

Em missão educacional, a diretora da Escola Lápis de Cor | Escola MOV, Lorene Gaspar, viajou com uma delegação de educadores brasileiros para conhecer a Estônia. O país tem hoje o melhor sistema educacional da Europa e um dos mais bem avaliados do mundo.

Dados mais recentes do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) revelam que o desempenho dos estonianos em Ciência é o terceiro melhor do mundo, ficando atrás apenas de Cingapura e  do Japão. A Estônia também está entre as primeiras colocações nas avaliações relacionadas à leitura e na área da matemática.

Na visão da educadora, o modelo de educação da Estônia se destaca principalmente pela flexibilidade do currículo escolar por parte das instituições de ensino. Ela visitou diversas escolas em Tallinn, capital do país.

“Diretores e professores têm a liberdade de administrar o currículo. Eles têm autonomia para flexibilizar o currículo escolar da sua maneira e decidir o método de ensino”, comentou Lorene.

As diferenças das escolas estonianas para as brasileiras vão desde o método de ensino ao espaço físico e mobília. As salas de aula, por exemplo, podem conter bolas e almofadas que servem de cadeira; cozinha experimental; local de descanso e higienização; área de marcenaria; sala de música. Tudo para favorecer as crianças a aprenderem melhor.

Os estonianos estão entre os jovens com melhor habilidade para trabalhar em grupo e resolver problemas, competências consideradas essenciais na atualidade. “Eles se preocupam muito com os valores, o que os colocou em primeiro lugar no PISA antes mesmo dos conteúdos. Eles trabalham muito com a formação do cidadão como um todo. A alfabetização, o letramento, são situações evidenciadas depois que a criança completa seis anos”, observou Lorene Gaspar.

Delegação brasileira na Estônia. Escola Peetri Kool foi uma das visitadas, localizada na capital Tallinn.

 

Situações que dão destaque ao sistema educacional da Estônia:

  • Investimento na Educação Infantil (creches para crianças na faixa etária de 3 a 7 anos);
  • Carga horária estendida (escolas funcionam até às 16h. Crianças almoçam na escola);
  • Estado tem participação não só nas escolas públicas, mas também nas instituições privadas (É destinada uma renda per capita para ajudar nos investimentos das escolas);
  • Incentivo à autonomia;
  • Participação dos pais/família na rotina escolar;
  • Investimento em cursos profissionalizantes;
  • Cultura maker;
  • Abordagem interdisciplinar;
  • Uso das tecnologias a favor do processo de aprendizagem;
  • Valorização e formação profissional dos professores.

“O que eu  vejo aqui são coisas que não podemos levar em sua totalidade para a nossa cidade, ou mesmo para o  Brasil, porque se trata de outra cultura. Mas, cada vez mais eu vejo que nossa escola está no caminho certo. Acho muito interessante conhecer um sistema educacional desse e confirmar que estamos fazendo o melhor que podemos”, afirma Lorene.

Quer conhecer mais sobre a Educação na Estônia? Leia reportagem do Estadão clicando aqui!

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